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Curiosidades de quem vive até altas horas no computador
Essa ai é demais. Vale mesmo a pena dar uma lidinha. Afinal de contas, quem passa um tempão navegando pela internet tem que ter momentos de lazer não é não?
Cafezinho A humanidade nunca perdeu o sono com a falta de estimulantes
Por ANNA CAROLINA FAGUNDES (Editora Abril)
Faz muito tempo que o homem usa substâncias estimulantes socialmente. Os primeiros registros da utilização de chá - a mais antiga delas - datam de 2737 a.C., na Ásia.
Ele teria sido descoberto pelo imperador chinês Shen Nung, que, quando ia tomar água fervente (um costume à época), acabou bebendo o resultado da infusão de algumas folhas que caíram de uma árvore, a Camellia sinensis, dentro de sua xícara. Ele sentiu-se revigorado - e, claro, também deve ter achado o sabor bem melhor que o da água quente.
As folhas de coca também podem ser apontadas como um dos primeiros estimulantes. Foram encontrados vestígios delas em múmias egípcias datadas de 1070 a.C. - no entanto, não se sabe se elas eram usadas recreacionalmente ou com fins médicos, como um anestésico.
O café foi, porém, o primeiro produto anunciado e vendido como estimulante. Descoberto na Etiópia por volta de 800 a.C., já na época era considerado perigoso - deixava o povo acordado e disposto a discutir.
A bebida chegou à Europa séculos depois, impulsionada pelo sucesso do chá. Nos anos 1300, o chá, já bem popular no Oriente, foi "descoberto" pelos portugueses e passou a ser comercializado pelos holandeses. Duzentos anos mais tarde, o café seguiu o mesmo rumo, saindo da Turquia, onde era bastante consumido.
Antes da fama, ele chegou a ser proibido na Turquia do século 14 e dava cana para quem fosse pego bebendo-o: seis meses de prisão. Na Itália, o povo chegou a pedir ao papa Clemente VIII, em 1615, que declarasse que o cafezinho era a "bebida do demônio". Mas, em vez de excomungar a bebida, o papa acabou é virando seu fã - e chegou a abençoá-la.
O conceito de "café da manhã" é uma invenção do século 18. Os antigos europeus acordavam com o nascer do sol e não tinham uma bebida específica para espantar o sono. Antes de conhecerem o café, os mais ricos bebiam leite ordenhado na hora ou vinho quando acordavam. Os pobres encaravam água ou cerveja logo de manhã - até as crianças.
Cafezinho brasileiro
O café é tão importante para o Brasil que está presente até no brasão republicano. Foi o oficial português Francisco de Mello Palheta quem trouxe, escondidas em suas roupas, as primeiras mudas para o país, em 1727, a pedido do governador do Grão-Pará, João da Maia da Gama.
Demorou para a plantação vingar: só em 1781 é que a produção começou a dar certo, no Sudeste do país. Em 1825, quando o Haiti, grande exportador mundial, entrou em guerra contra a França, viramos de vez a pátria do café.
O "ouro verde" foi nosso maior tesouro até a crise mundial de 1929, quando os produtores tiveram que queimar café para conter a queda dos preços. Hoje em dia, o Brasil produz cerca de 30% do café consumido no mundo e é o segundo maior mercado consumidor, atrás somente dos Estados Unidos.
Escrito por moncha às 00h22
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Uma justa homenagem
Para marcar a recuperação da dengue, nada melhor do que falar sobre um dos alimentos mais deliciosos da face da terra. Sim, se vc está pensando nela, a BATATA, acertou em cheio. Afinal ..... aqui é a casa dela
AO VENCEDOR, AS BATATAS
No romance Quincas Borba, uma das obras-primas de Machado de Assis (1839-1908), o personagem central herda uma fortuna e muda de Barbacena, em Minas Gerais, para o Rio de Janeiro, onde se apaixona por uma mulher casada. Por esse amor perde a esperança, a razão, a fortuna e a vida. Percebe muito vagamente uma filosofia que mistura positivismo e darwinismo, inventada pelo seu protetor Quincas Borba: o humanitismo, cuja doutrina pode ser explicada pela batata. Duas tribos famintas se encontram diante de uma plantação desse tubérculo. Mas a quantidade existente era suficiente para alimentar apenas uma delas. Caso haja divisão das batatas, ambas morrerão de fome. A paz, nesse caso, significaria a mútua destruição; a guerra, ao contrário, a salvação da tribo mais forte. Na vida acontece a mesma coisa. A sobrevivência de uns impõe a extinção de outros. "Ao vencedor, as batatas", proclama o pai do humanitismo.
Foi exatamente esse o prêmio recebido pelo explorador espanhol Francisco Pizarro (1474-1541), após matar o imperador Ataualpa, dizimar os incas e conquistar o Peru, na primeira metade do século XVI. Ele tinha invadido a região para conquistar territórios, ouro e prata. Encontrou uma agricultura desenvolvida e extensas lavouras de batata. O tubérculo comestível era cultivado desde o ano 3000 antes de Cristo nas regiões andinas de Peru, Bolívia, Equador e Chile. Os incas o semeavam como alternativa ao milho, planta que não vingava nas grandes altitudes. Pelo seu valor energético ou calórico, comprovado na recuperação dos doentes, e versatilidade culinária, o ofereciam às divindades. Falamos da batata ou batatinha, também chamada de batata-inglesa e batata-irlandesa, planta da família das solanáceas. Entretanto, convém lembrar que ainda existe a bata-doce, igualmente originária da América Latina, com enorme importância alimentar. Pertence à família das convolvuláceas e possui raízes suculentas, grupo que reúne mais de 800 tipos. Os usos diferem ligeiramente. Saboreia-se a batata ou batatinha nas modalidades frita, cozida e assada, palha, rôtie, sautée e soufllée; cortada em fatias ou cubos para a salada; em purê e conserva. Pode ser consumida fria ou quente; em entradas ou pratos de resistência; como ingrediente principal ou coadjuvante. Acompanha todos os nossos tipos de carne, ave e peixe. Harmoniza-se com ovos de aves domésticas ou selvagens. Já a batata-doce se presta à elaboração tanto de pratos de sal como sobremesas, que vão de um gnocchi feito pelos imigrantes italianos no interior de São Paulo a uma sobremesa cujo sabor a aproxima do marron glacé francês. Além disso, tem grande importância na alimentação animal.
Apesar da surpresa de Pizarro com a batata, batatinha, batata-inglesa ou batata-irlandesa, o conquistador não soube avaliar sua relevância alimentar. Confundiu-a com a trufa branca, cogumelo subterrâneo encontrado em algumas regiões da Europa. Estranhou a falta do perfume típico, mas não ligou. Na Espanha, existem trufas brancas desprovidas de aroma. As diferenças que caracterizam as duas especialidades só foram percebidas um par de anos depois pelo soldado, cronista e historiador espanhol Pedro Cieza de Leon (1520-1554), autor da Crônica do Peru. O fato é que os europeus desconfiaram da batata, talvez porque sua chegada ao Velho Mundo coincidiu com um período de epidemias. A população colocou a culpa na novidade. Tanto que, na Irlanda, até hoje sua colheita é saudada com uma espécie de exorcismo.
Os primeiros países europeus a se convencerem da importância alimentar do tubérculo exótico foram a Espanha, a Itália do norte e a Irlanda. Outros preferiram por muito tempo passar fome a ter de plantá-lo. Na Rússia e Prússia do século XVIII, os soberanos precisaram ameaçar cortar as orelhas e o nariz dos camponeses que se recusassem a cultivá-la. Na França - país que agora se atribui orgulhosamente a invenção do purê e da batata frita -, a forte resistência só foi vencida no fim do século XVIII graças aos esforços do farmacêutico militar e agrônomo Antoine Augustin Parmentier (1737-1813). Capturado pelos prussianos durante a Guerra dos Sete Anos, ele quase morreu na prisão. Libertado, voltou a Paris. Saudado como herói, afirmava ter sobrevivido porque comia batata. Na capital francesa, tornou-se chefe do Hôtel des Invalides e, portanto, uma autoridade nacional em saúde pública.
No fim do século XVIII, Parmentier julgou ser a batata uma solução para a fome que grassava no país. O problema é que a população não reconhecia a importância nutritiva da planta. Então, com a cumplicidade do rei Luís XVI, ele organizou um almoço em homenagem ao soberano e o divulgou amplamente. O rei se apresentou com um buquê de flores de batata no alto do chapéu. Após a refeição, cedeu a Parmentier o atual Champ-de-Mars para cultivar experimentalmente a planta. A fim de provocar a curiosidade humana, ele colocou um exército em volta da lavoura. O povo achou que escondia alguma coisa preciosa. Durante o dia, ninguém podia se aproximar. À noite, os militares fingiam estar distraídos e as pessoas entravam na propriedade para furtar mudas. Foi a principal estratégia de propaganda de um alimento que, enfim, conquistou o paladar francês. Parmentier espalhou o novo alimento e sugeriu maneiras de prepará-lo. Seu nome costuma ser associado a diversas receitas, de variados autores. São os ovos Parmentier, carré de cordeiro Parmentier, bacalhau Parmentier e hachis Parmentier, entre outros. Com o abrandamento das superstições, a planta se difundiu pela Europa. Na Segunda Guerra Mundial, consagrou-se como alimento imprescindível, salvando milhões de pessoas da inanição fatal.
A batata gosta de temperaturas amenas e chuvas bem distribuídas. No Brasil, é plantada em todo o território nacional e praticamente o ano inteiro, sobretudo em São Paulo, no Paraná, em Minas Gerais, em Santa Catarina, no Espírito Santo e no Rio Grande do Sul. Contém vitaminas A, B1, B2, C, bem como potássio, fósforo, sódio e magnésio. A voz do povo a invoca com originalidade. Denomina-se "batata" tanto a barriga da perna como o bíceps desenvolvido e o nariz grosso e chato. É usada para designar a inchação provocada pelo bicho-de-pé. "Batata quente" significa uma situação trabalhosa, complicada. "Morder a batata" é ingerir bebida alcoólica demais. "Na batata" quer dizer com absoluta certeza. "Ser batata" equivale a não falhar. "Ir plantar batatas" é o mesmo que ir às favas. Entretanto, temos a batata em altíssima conta. Costumamos usá-la para fins nutritivos, vale dizer, exclusivamente pacíficos. Apesar de o humanitismo e o romance Quincas Borba serem criações nacionais, não se tem notícia de um brasileiro que haja eliminado o semelhante para conquistar batatas.
Escrito por moncha às 23h55
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olha elas ai
Olha ai os tipos de batatas mais comuns. Escolha a sua e mande ver!

Atlantic: arredondada, com a polpa branca. Vai bem em frituras. Araucária: alongada, com polpa amarela. Serve para assar e cozinhar. Asterix: alongada, tem polpa amarela-clara. Indicada para fritar. Baraka: ovalada, com a polpa amarela-clara. Usada para assar, fritar e cozinhar. Bintje: alongada, com a polpa amarela-clara. Serve para assar, fritar e cozinhar. Elvira: alongada, exibe polpa amarela. É a melhor em termos culinários e também a mais difícil de produzir, indicada para assar e cozinhar. Monalisa: ovalada, com a polpa amarela-clara. Usada para assar e cozinhar. Batata-doce branca: o formato mais comum é o fusiforme (pontas finas nas extremidades), mas pode ser alongada, redonda, oblonga, tem polpa branca e vai bem cozida, assada e frita. Batata-doce-roxa: apresenta também diversos formatos e polpa cor de creme. Yacom: raiz tuberosa originária dos Andes. Seu uso na culinária brasileira é recente, indicada como parte da dieta de pessoas diabéticas.
Escrito por moncha às 23h50
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Tédio com um T ...
Estou doente há quase 15 dias. Isso mesmo galera. Quase 15 dias agarrada com essa dengue que já torrou a minha paciência, jogou no chão meus leucócitos e minhas plaquetas e tá fazendo meu fígado lembrar das épocas aúreas da cachaça - só que sem colocar uma gota de álcool na boca! Fala sério, que merda de doença cabulosa! Agora, depois da fase mais trash - quando eu juro que pensei: será que vou aguentar? estou na fase do TÉDIO. Aquele mesmo cantado por Renato Russo em Tédio com um T bem grande para você! (e sem andar a pé na chuva, que de chuva eu quero é distância porque lembra poça de água, que lembra mosquito da dengue, argh!
Mas voltando ao tédio. Ô negócio ruim esse de ficar doente em casa, esperando, esperando e esperando uma melhora do seu organismo que se recusa a conversar com vc e dizer quando é que vai ficar bom. Isso sem falar nessa ladainha de tirar sangue a cada dois dias. Estou parecendo uma peneira. Hoje, em mais uma incurssão no mundo das agulhas ( e olhe que eu nunca tive problemas com agulhas, mas!) quase que o cara do laboratório chora. O motivo: depois de enfiar quatro vezes a agulha em mim ele virou e disse: me perdoe, mas já estouraram quatro veias e estou usando a agulha mais fininha que temos. Eu, resignada avisei: se preocupe não meu querido, que eu já estou acostumada com isso. É sempre assim, a maior dificuldade para fazer as minhas veias pegarem no tranco, ainda mais nesse fura-fura quase diário. E olhe que a gente tinha que encher 5 tubinhos para fazer os exames do dia.... Mas bem, depois de mais um estouro, tudo deu certo. Agora, só domingo!
Sim, mas vamos novamente ao TÉDIO. Além de ter que assistir todo o tipo de programa na TV fechada e aberta me resta pouca coisa para fazer. Afinal, sem poder fazer NENHUM tipo de esforço, não restam muitas alternativas. Umas das coisas que tenho feito tb é navegar pela internet sem compromisso em ter que ler as milhares de notícias que circulam pela rede. Estou passando mais tempo em sites leves, blogs e outras páginas mais amenas. Em alguns casos, descubro ótimos textos e histórias engraçadas. Uma das coisas mais legais que tenho visto nos últimos tempos é o blog de Mandrey, o nosso velho e bom amigo. Mandra meu velho, vc escreve coisas super legais. Outro dia quase morro de rir de mais uma história sobre a sua sina de se parecer com o Leão Lobo hahahahahahaha. Demais mesmo.
Bem, então é assim, sem muito saco e NENHUMA inspiração que eu vou seguindo no aguardo da melhora!
Escrito por moncha às 16h09
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